Este relatório analisa a atuação da Organização Mundial da Saúde (OMS) em relação à violência armada entre 2000 e 2025, destacando uma redução progressiva da atenção dada às armas de fogo como questão de saúde pública. Apesar da magnitude dos impactos — incluindo mortes, ferimentos, traumas psicológicos, sobrecarga dos sistemas de saúde, feminicídios, suicídios e deslocamentos forçados — a violência armada permanece amplamente ausente das resoluções e estratégias centrais da OMS. Com base em análise documental e entrevistas com especialistas, o relatório identifica pressões políticas e da indústria armamentista como fatores que limitaram essa agenda. O documento conclui que a OMS tem mandato e precedentes para retomar a liderança, apresentando recomendações para fortalecer pesquisa, prevenção, regulação e respostas do setor saúde à violência armada.